segunda-feira, 6 de junho de 2011

A Quem Serve a Organização Mundial do Comércio

Atualmente existem diversos órgãos de caráter mundial, ONU, UNESCO, FAO, OIT, OMS, entre outros, cada qual cumprindo uma suposta missão de mediar conflitos entre nações, com o nobre fim de promover a igualdade e a fraternidade entre os povos, protegendo os mais fracos e propagando a justiça pelo mundo.


Criada para regular as relações comerciais entre as nações, obviamente a OMC se apresenta com o mesmo discurso.

Conciliar discurso e prática é o maior desafio para qualquer governo ou instituição, porém quanto mais altos e nobres são os princípios mais hipócrita se torna tal discurso quando analisamos os verdadeiros princípios que de fato regem as suas ações.

A OMC na prática é falha em sua missão, um organismo viciado cujo único resultado real é assegurar a hegemonia política e econômica dos países desenvolvidos.

É mera forma de buscar aparato jurídico internacional para dar cobertura aos interesses das grandes empresas multinacionais, aliadas a setores de burguesias agrárias locais e governos com eles comprometidos.

As reuniões da OMC jamais discutem seriamente questões como a diminuição da pobreza, da fome, do desemprego ou da desigualdade social.

E, de certa forma, nem é culpa da OMC pois esta só trata de temas levados por seus países-membros, e estes pouco ou nada se importam com as populações que representam.

Temas que hoje estão na pauta de debates da OMC, tratam da redução de direitos trabalhistas, fim do financiamento público em áreas como educação e saúde, limitar gastos de governos, desenvolvimento de alimentos e seres transgênicos e a permissão de que grandes empresas patenteiem conhecimentos de pequenas comunidades, como remédios tradicionais e a herança genética da região.

A livre concorrência, ou o chamado livre comércio, quando praticado entre nações que não se submetem aos mesmo regimes jurídicos uns dos outros, acaba por favorecer àqueles países que possuem os mais baixos custos de produção, em geral baseados nos baixos padrões de proteção social e ambiental, mão de obra barata (ou escrava), relações de trabalho precarizadas e mercado interno concentrado nas mãos de poucos.

As vitórias dos países pobres ou em desenvolvimento, como é o caso do Brasil em relação ao Canadá e os EUA recentemente, na verdade são vitórias de interesses privados, de empresas transnacionais que pouco ou nada representam o povo brasileiro.

O fato é que, enquanto os governos dos países periféricos se comportarem como mero porta-vozes dos interesses de mega-corporações, esquecendo-se dos pobres e desvalidos, nossas nações jamais estarão presentes nos debates mundiais e a justiça, como conceito moral, jamais será alcançada.




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