
No moderno mundo corporativo, nós os trabalhadores recebemos muitas nomenclaturas.
Colaboradores... associados... funcionários... empregados... e outros tantos que não vale a pena relembrar. Na prática são meros eufemismos para os nomes com os quais éramos (ou somos) tratados nos bastidores de nosso mundo empresarial: operários ou proletários.
A palavra proletário vem do latim "proles" que significa "filhos", "descendentes". Porém longe de nos tratar como filhos, os patrões usam este termo com a conotação pejorativa que a História lhe deu: se refere àquele ser humano que não tem nada a oferecer senão sua mão-de-obra e que serviria tão somente para gerar novos proletários, ou seja, a sua prole.
Por que hoje nos chamam por estas palavras que nada dizem, apenas mascaram a realidade que o trabalhador vive?
Há uma resposta clara: o termo operário, o termo proletário, assumiu um peso histórico, uma força por si só. Frequentemente associado aos movimentos de trabalhadores, ao comunismo, ao anarquismo, tais nomenclaturas causam nojo aos nosso patrões.
Para esses modernos escravagistas, lugar de trabalhador é debaixo de seu chicote. O antigo chicote de couro foi substituido pelo chicote moral. Aquele que é exercido através da humilhação, do assédio, da ofensa, da ameaça contra nossos empregos.
Eu pergunto: como você irmão trabalhador prefere ser chamado? De colaborador? Colaborar com o que? Com a empresa que te paga mal? Que te humilha? Que te ofende? Que coloca em risco a sua existência e a de sua família? É com esse tipo de gente que você se identifica?
Então se você quer mudar algo em sua relação de trabalho, comece a se assumir como um verdadeiro operário, um proletário, um trabalhador e não um associado, um colaborador. Quem se associa a bandido faz parte da quadrilha.
Patrão não é amigo, patrão é aquele que tira o pão da boca de seus filhos para dar danoninho para os filhos dele.
É ISSO AÍ SEPULTURA !! CUIDADO COM A DITADURA !!!
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