domingo, 24 de janeiro de 2010

5 formas de usar um lápis


Hoje no caderno de empregos do jornal O Globo, saiu publicada uma matéria sobre perguntas inusitadas que costumam ser feitas atualmente pelos recrutadores das empresas nas entrevistas de emprego.

São perguntas que pouco ou nada tem a ver com a capacidade profissional do candidato. Segundo a matéria, são perguntas que demonstram a capacidade da pessoa de reagir sob pressão, como lidam com as emoções e outras associações fantasiosas que estes supostos profissionais de RH alegam ser "a mais moderna forma de se avaliar o perfil do candidato".

Para quem não pôde ler a matéria, cito algumas perguntas listadas:
- Qual a sua melhor lembrança da infância?" (há uma observação que não se deve chorar, mesmo que a lembrança seja as dos dias em que seu pai jogava futebol com você, e hoje seu pai está morto ou doente...)
- Quantas vezes os ponteiros de um relógio ficam sobrepostos durante o dia? (a observação desta vez é a de que você jamais deve dizer que não sabe a resposta, mas não deve chutar tambem...)

E por fim a melhor de todas: DIGA CINCO COISAS QUE SE PODE FAZER COM UM LÁPIS, MAS NÃO VALE DIZER ESCREVER...
Há algumas sugestões como usar como haste de bandeirinhas..., prender o cabelo... e outras.
Mas faltou a melhor sugestão e, este blog humildemente quer colaborar com a matéria e com você, trabalhador que se vir diante de uma pergunta dessa, diga que o entrevistador pode usar o lápis para ENFIAR NO FIOFÓ DELE!!!!!!

Você não vai conseguir o emprego mas garanto que você vai se sentir tão bem...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Colaborador é o #$&#@*, eu sou é operário!


No moderno mundo corporativo, nós os trabalhadores recebemos muitas nomenclaturas.

Colaboradores... associados... funcionários... empregados... e outros tantos que não vale a pena relembrar. Na prática são meros eufemismos para os nomes com os quais éramos (ou somos) tratados nos bastidores de nosso mundo empresarial: operários ou proletários.

A palavra proletário vem do latim "proles" que significa "filhos", "descendentes". Porém longe de nos tratar como filhos, os patrões usam este termo com a conotação pejorativa que a História lhe deu: se refere àquele ser humano que não tem nada a oferecer senão sua mão-de-obra e que serviria tão somente para gerar novos proletários, ou seja, a sua prole.

Por que hoje nos chamam por estas palavras que nada dizem, apenas mascaram a realidade que o trabalhador vive?

Há uma resposta clara: o termo operário, o termo proletário, assumiu um peso histórico, uma força por si só. Frequentemente associado aos movimentos de trabalhadores, ao comunismo, ao anarquismo, tais nomenclaturas causam nojo aos nosso patrões.

Para esses modernos escravagistas, lugar de trabalhador é debaixo de seu chicote. O antigo chicote de couro foi substituido pelo chicote moral. Aquele que é exercido através da humilhação, do assédio, da ofensa, da ameaça contra nossos empregos.

Eu pergunto: como você irmão trabalhador prefere ser chamado? De colaborador? Colaborar com o que? Com a empresa que te paga mal? Que te humilha? Que te ofende? Que coloca em risco a sua existência e a de sua família? É com esse tipo de gente que você se identifica?
Então se você quer mudar algo em sua relação de trabalho, comece a se assumir como um verdadeiro operário, um proletário, um trabalhador e não um associado, um colaborador. Quem se associa a bandido faz parte da quadrilha.

Patrão não é amigo, patrão é aquele que tira o pão da boca de seus filhos para dar danoninho para os filhos dele.